![]() Muitas pessoas, principalmente mulheres, me escrevem para falar do lento fracasso de seus casamentos. Depois de alguns anos, elas percebem que já nada sentem por seus maridos e que esses também demonstram indiferença, embora muitas vezes insistam em dizer que as amam, que está tudo bem. |
Mas elas veem que eles se interessam por outras mulheres, que chegam mais tarde em casa e que têm pouca paciência para lidar com as dificuldades domésticas.
São sinais cada vez mais evidentes da falta de entusiasmo com a relação. Por vezes já lhes apareceu um candidato a namorado, em algumas situações houve contato físico e até relacionamento sexual. Para lidar com essa situação, é necessário começar abrindo um canal de comunicação entre o casal, para tentar dialogar sobre o risco de que o casamento esteja naufragando.
Quando se consegue debater com sinceridade, calma e muita paciência os problemas da relação, algumas vezes é possível recuperá-la. Isso demanda esforço, dedicação e muito desejo de continuarem juntos.
Se, apesar das tentativas, não for encontrada uma fórmula para a sobrevivência do casamento, o casal deve se preparar para a separação, de preferência de comum acordo. É importante pensar no bem-estar dos filhos, se esses sofrem mais com uma separação amigável e planejada ou com a vivência diária dos atritos de um casamento fracassado.
Se, apesar das tentativas, não for encontrada uma fórmula para a sobrevivência do casamento, o casal deve se preparar para a separação, de preferência de comum acordo. É importante pensar no bem-estar dos filhos, se esses sofrem mais com uma separação amigável e planejada ou com a vivência diária dos atritos de um casamento fracassado.
Separação: falta de preparo vem de condições emocionais e econômicas
A dificuldade reside no fato de que as pessoas não estão preparadas para enfrentar a separação. E essa falta de preparo se origina em dois fatores básicos: as condições emocionais e as condições econômicas. Quanto às condições emocionais, é fundamental lembrar que quando nos casamos - pelo menos pela primeira vez - existe uma expectativa de que o casamento dure para sempre. Esse é um compromisso que costuma ser assumido pelos namorados e ratificado pela cerimônia do casamento. As pessoas que estão vivendo a deterioração de seu casamento precisam abrir mão dessa ilusão e aceitar a situação caso ela não possa ser remediada.
É preciso, então, organizar a situação econômica. A mulher tem que ter uma fonte de renda (que pode ser a pensão do marido, se essa for suficiente, ou um trabalho próprio) que lhe garanta a sobrevivência e a liberdade. Em geral, a soma da pensão para os filhos com o trabalho próprio costuma ser a solução para a maioria dos casos. Não se pode esquecer que separar custa dinheiro, pois algum dos dois tem que montar outra casa e enfrentar as despesas com a compra de objetos, móveis e aluguel.
E a prioridade absoluta deve ser o bem-estar dos filhos. Esses, que estão sofrendo com a separação dos pais, têm todo o direito de serem tratados com a maior delicadeza e o maior cuidado possíveis. Vale lembrar que os filhos não podem servir de desculpa para a manutenção de um casamento falido. Ao contrário, pelo bem deles, o casal deve buscar a separação para protegê-los do desconforto de viver em um lar infeliz. Muitas vezes são os próprios filhos que se queixam do descompasso entre os pais e afirmam que preferiam que eles se separassem.
Finalmente, a grande motivação para a separação é a tentativa de viver melhor. E a meta a ser buscada é a possibilidade de ser mais feliz.
A dificuldade reside no fato de que as pessoas não estão preparadas para enfrentar a separação. E essa falta de preparo se origina em dois fatores básicos: as condições emocionais e as condições econômicas. Quanto às condições emocionais, é fundamental lembrar que quando nos casamos - pelo menos pela primeira vez - existe uma expectativa de que o casamento dure para sempre. Esse é um compromisso que costuma ser assumido pelos namorados e ratificado pela cerimônia do casamento. As pessoas que estão vivendo a deterioração de seu casamento precisam abrir mão dessa ilusão e aceitar a situação caso ela não possa ser remediada.
É preciso, então, organizar a situação econômica. A mulher tem que ter uma fonte de renda (que pode ser a pensão do marido, se essa for suficiente, ou um trabalho próprio) que lhe garanta a sobrevivência e a liberdade. Em geral, a soma da pensão para os filhos com o trabalho próprio costuma ser a solução para a maioria dos casos. Não se pode esquecer que separar custa dinheiro, pois algum dos dois tem que montar outra casa e enfrentar as despesas com a compra de objetos, móveis e aluguel.
E a prioridade absoluta deve ser o bem-estar dos filhos. Esses, que estão sofrendo com a separação dos pais, têm todo o direito de serem tratados com a maior delicadeza e o maior cuidado possíveis. Vale lembrar que os filhos não podem servir de desculpa para a manutenção de um casamento falido. Ao contrário, pelo bem deles, o casal deve buscar a separação para protegê-los do desconforto de viver em um lar infeliz. Muitas vezes são os próprios filhos que se queixam do descompasso entre os pais e afirmam que preferiam que eles se separassem.
Finalmente, a grande motivação para a separação é a tentativa de viver melhor. E a meta a ser buscada é a possibilidade de ser mais feliz.
"Vale lembrar que os filhos não podem servir de desculpa para a manutenção de um casamento falido. Ao contrário, pelo bem deles, o casal deve buscar a separação para protegê-los do desconforto de viver em um lar infeliz"

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