sexta-feira, 9 de maio de 2014

O que pode levar alguém a se relacionar com pessoas comprometidas?

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O tema traição estará em alta nos papos entre amigos e nas redes sociais. Aquele que aceita o papel de amante geralmente acaba sendo estigmatizado, sob os olhares de julgamento e condenação das pessoas, sobretudo daqueles que já foram traídos. Visto como o vilão, o destruidor de lares, o amante acaba carregando a culpa, seja ela imposta pelos outros ou por si mesmo, de estragar relacionamentos em prol de seu próprio prazer. Cada caso é único e não há como fazer generalizações, porém, uma pergunta sempre fica no ar: o que realmente leva alguém a assumir o papel de amante?
Algumas pessoas conscientemente escolhem se relacionar com alguém que já tenha outro relacionamento estável e até mesmo sua própria família. Alegam que preferem curtir apenas o lado positivo da relação sem ter que viver o que consideram o lado negativo: a convivência, a rotina, as responsabilidades. Apesar de satisfeitas, será que elas realmente estão felizes? Ou isso se tornou uma zona de segurança? Muitas vezes nos conformamos com a felicidade "mais ou menos" para evitar correr os riscos envolvidos que a busca pela felicidade plena implica.

DESEQUILÍBRIOS INTERNOS

Por outro lado, há quem não queira se relacionar com pessoas comprometidas, mas só tenha pretendentes que já estão em outro relacionamento. Azar?  Ainda que conscientemente no aspecto físico façamos tudo para afastar pessoas comprometidas, podemos carregar questões e padrões que fogem a nossa percepção consciente, que nos levam a atrair tal pessoas como um oportunidade de perceber quais aspectos nossos estão desequilibrados e que precisamos trabalhar dentro de nós.
O relacionamento com pessoas comprometidas pode demonstrar, por exemplo, um medo de se relacionar, uma dificuldade de se comprometer com o outro (e não o contrário, como poderíamos pensar). Muitas pessoas ansiam por um relacionamento e juram que estão prontas para vivenciar uma relação saudável, mas podems ter memórias negativas de relações antigas ou de parceiros obsessivos e sufocantes. Podem guardar sensações ruins geradas, por exemplo, por terem presenciado o casamento aprisionante de seu pais (ou de outras pessoas muito próximas) e carregam a crença inconsciente de que vínculos afetivos profundos aprisionam e sufocam.
Mecanismos que passam despercebidos de baixa autoestima também podem levar a atrair parceiros já comprometidos como uma forma de autoafirmação. Afinal mesmo tendo um relacionamento o parceiro prefere a outra pessoa. É a (o) amante quem dá prazer e usufrui dos bons momentos com ele, que deixou seu par oficial para poder estar ali.

ESCOLHAS E CONSEQUÊNCIAS

Esses são alguns dos muitos questionamentos e aspectos que podem levar alguém a ser o (a) amante. Não há certo ou errado, mas escolhas e consequências. Se queremos viver de bem com nós mesmos é preciso aprender a nos responsabilizar por nossas escolhas - com todos os seus aspectos positivos e negativos. Isso gera um contínuo amadurecimento: aprendemos a lidar com nossas decisões sem fugir das responsabilidades geradas por cada uma delas.
Todas as situações e pessoas em nossas vidas refletem a qualidade de energia que está em nós. Se algo é desarmonioso lá fora, nos gerando sentimentos desagradáveis, alguma energia desequilibrada dentro de nós está envolvida na questão. Cabe a nós aprender a interpretar quais sentimentos e padrões distorcidos essas situações lá fora indicam e sinalizam aqui dentro.
Portanto, antes de cair no julgamento, vale refletir:
  • Se você é ou foi traído: antes de se perguntar por que aquela pessoa quer "roubar" seu parceiro, pergunte a si mesmo quais questões ter levado você a vivenciar tal situação.
  • Se você tem um amante: antes de curtir o relacionamento, se pergunte o que quer de verdade, o que te leva a querer ter dois relacionamento concomitantes.
  • Se você vive o papel de amante: antes de sentir culpa ou lamentar o envolvimento com alguém comprometido, pergunte o que dentro de você está te levando a viver tal situação.

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